<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-11064158</id><updated>2011-08-28T17:19:50.664-04:00</updated><title type='text'>Vestfália</title><subtitle type='html'>Vestfália é uma região histórica alemã, conhecida por ter sediado a famosa Paz de Vestfália - mais precisamente os tratados de Münster e Osnabrück . Esses acordos puseram um fim a calamitosa guerra dos trinta anos, que incluiu todos os grandes Estados da Europa Central de 1618 a 1648.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://vestfalia.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestfalia.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Dominique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18067597834368032699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>27</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11064158.post-111897556936805744</id><published>2005-06-16T22:32:00.000-04:00</published><updated>2005-06-16T22:32:49.393-04:00</updated><title type='text'>O achatamento de perspectiva europeu</title><content type='html'>Ao fazer-se uma contraposição dos textos de Arno Mayer (A força da tradição, a permanência do antigo regime- 1848-1914) e G. Barraclough (Do equilíbrio europeu à era da política mundial), observa-se que ,por caminhos diferentes, ambos tentam explicar o eclipse do sistema europeu de poder. Mayer busca uma linha mais sociológica, explicando como um pensamento restritamente &lt;em&gt;acien régime&lt;/em&gt; impediu que os países europeus se desligassem da via européia de status quo, ignorando a transição política pela qual passava o mundo e a própria transição sócio-cultural que se passava na Europa. Já Barraclough apresenta uma argumentação de base empírica, focando em eventos das relações internacionais para relacionar o ocaso do equilíbrio europeu à ascensão da era da política mundial.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre os pressupostos de Mayer, está o de que a Guerra de 1914 é a “remobilização contemporânea dos &lt;em&gt;anciens régimes &lt;/em&gt;da Europa”. “A velha ordem entrincheirada” apegada aos seus valores materiais e à sua influência política produz uma guerra em prol de um equilíbrio, como diz Barraclough, essencialmente anacrônico. A ordem burguesa, que para Mayer não existia, estava demasiadamente envolvida num romantismo aristocrático que freava o desenvolvimento de um pensar burguês dinâmico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, Barraclough coaduna com Mayer quando observa que, mesmo na era do neocolonialismo na África e na Ásia, a Europa não deixara de pensar o plano global em função do equilíbrio estritamente europeu. Ao ir de encontro aos interesses de potências continentais como EUA e Rússia no extremo oriente, a Europa e seu sistema político gradativamente sucumbiram a um sistema de política mundial, ou seja, a Ásia não seria manipulada ao bel-prazer dos europeus – como acontecera na África -, os choques de interesse no oriente prestaram um papel de divisor de águas, o primeiro vislumbre de uma era global. E os europeus, nesse contexto, deixaram claro que não conseguiam colocar no devido patamar de importância os palcos europeu e mundial. A “necessidade” (ou não) de se manter atuante nas diversas esferas de ação, em outras palavras, a ausência de foco dos países europeus é, para Barraclough, a principal razão pela qual o mundo conheceu outras potências a partir de então.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11064158-111897556936805744?l=vestfalia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestfalia.blogspot.com/feeds/111897556936805744/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11064158&amp;postID=111897556936805744' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111897556936805744'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111897556936805744'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestfalia.blogspot.com/2005/06/o-achatamento-de-perspectiva-europeu.html' title='O achatamento de perspectiva europeu'/><author><name>Laís Tamanini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15414129036445333974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11064158.post-111889722857576127</id><published>2005-06-15T21:19:00.000-04:00</published><updated>2005-06-16T07:36:38.433-04:00</updated><title type='text'>Perguntas sobre Revolução Industrial e Imperialismo</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1. A 1a. Revolução Industrial acarretou na consolidação da influência inglesa no cenário internacional. Os Atos de Navegação (medidas protecionistas inglesas) visavam o fortalecimento da indústria inglesa, em sua maioria, têxtil. Indústria essa que obtinha matéria-prima das colônias sulistas da América do Norte e, posteriormente, da Índia. Outros materiais utilizados, como o ferro e o cobre, podiam ser encontrados no próprio território inglês. A 2a. Revolução Industrial implicou na busca por materiais como o estanho, o petróleo e a borracha em outros territórios. Também favoreceu o desenvolvimento do Imperialismo e, com os EUA também realizando a revolução, representou o fim do exclusivo europeu como centro de toda política internacional. A 1a. Revolução Industrial representou a etapa industrial do capitalismo, enquanto a fase da 2a. Revolução Industrial foi chamada de capitalismo financeiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;2. Imperialismo foi o nome dado à prática dos países desenvolvidos (realizando a 2a. Revolução Industrial) de exercer profunda influência e até mesmo ocupações em territórios, em sua maioria, africano e asiático. A visão leninista do Imperialismo entende que o Imperialismo seria uma etapa do capitalismo e, por essa razão, a origem do Imperialismo era exclusivamente econômica. Este, então, representava apenas uma fase do capitalismo, enquanto fruto do desenvolvimento dos meios produtivos. Hobsbawn, por sua vez, defende a idéia de que o Imperialismo seria resultado de ummisto de acontecimentos e mudançãs em diversos setores da sociedade e por isso teria causas não só econômicas, mas também políticas, sociais, estratégicas, etc, intimamente ligadas umas às outras. Para ele, na etapa em que o capitalismo se encontrava, economia e política não poderiam mais ser separados e, por isso, ao contrário de Lênin, tal acontecimento não seria somente de ordem econômica.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Com a 2a. Revolução Industrial observamos modificações profundas no Sistema Internacional e o Imperialismo, fruto dessa revolução, é o principal agente de tais mudanças. Com diversos países europeus e os EUA realizando a 2a. Revolução Industrial, seus objetivos voltaram-se para as áreas até então sob leve influência ou sob influência de Estados já decadentes, como Espanha e Portugal. Em busca de novas matérias-primas e de novos mercados, e com o desenvolvimento dos meios de transportes e comunicações, o Imperialismo e a nova etapa do capitalismo que se inicia, cria uma expansão, e conseqüente globalização, da economia. Com o tempo, possuir tais territórios começa a ser sinônimo de status, e tal fato trará rivalidades e acirrará antigas, com profundas implicações num futuro próximo.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11064158-111889722857576127?l=vestfalia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestfalia.blogspot.com/feeds/111889722857576127/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11064158&amp;postID=111889722857576127' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111889722857576127'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111889722857576127'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestfalia.blogspot.com/2005/06/perguntas-sobre-revoluo-industrial-e.html' title='Perguntas sobre Revolução Industrial e Imperialismo'/><author><name>Ana Clara Zanetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09859668052315043799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11064158.post-111875757647382132</id><published>2005-06-14T09:59:00.000-04:00</published><updated>2005-06-14T09:59:36.476-04:00</updated><title type='text'>Ênfase no processo x ênfase na consolidação</title><content type='html'>       Arno Mayer em sua argumentação traz à tona a discussão de quando de fato a Europa conheceu a modernidade - burguesa e industrial - para além da esfera econômica, englobando todas as esferas sociais. Ele afirma que os historiadores tenderam a subestimar o valor dos elementos “pré-modernos” dessa sociedade transicional, negligenciando o poder de resistência do &lt;em&gt;ancien régime&lt;/em&gt; e a permanência de um espírito aristocrático que, até muito depois da Revolução Francesa, foi capaz de refrear o dinamismo da sociedade burguesa e de retardar a sua conscientização identitária. Fazendo assim, Mayer acende os holofotes para uma idéia weberiana por excelência de &lt;em&gt;ethos&lt;/em&gt;; em outras palavras, apresenta a força da cultura &lt;em&gt;ancien régime &lt;/em&gt;como um elemento atarracador de uma derrocada definitiva da feudalidade no sistema político europeu, fato este que se dá definitivamente após a guerra dos 30 anos do séc. XX, as duas grandes guerras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Para compor a sua tese, Mayer pede um refinamento das noções de &lt;em&gt;acien régime &lt;/em&gt;e feudalidade, afirmando que, ao contrário do que se pensa, a velha ordem européia dispunha de uma elasticidade excepcional. No primeiro momento, quando se dá a consolidação do Estado territorial, a nobreza consegue infiltrar-se no aparato estatal, assumindo setores burocráticos e militares estratégicos, perpetuando seus privilégios e arrogando para si a prática das virtudes marciais e o dever do serviço público; mantendo, assim, sua riqueza e seu status. No segundo momento, pós-revolução Francesa, a classe dirigente continuou a ser a nobreza, todavia, reformulada; processando um estado de “simbiose ativa” entre o estratos nobre e o burguês, em que a aristocracia mantinha a sua preeminência política, social e cultural, enquanto a burguesia se restringia ao papel de elemento da propulsão econômica. O autor nega a idéia de desenobrecimento ou aburguesamento inevitável, ao contrário, a fronteira entre as duas classes foi sempre bem conhecida, isso devido à postura, às relações e à concepção de mundo legitimamente aristocrática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       Por fim, a burguesia é apontada como a própria retardadora de seu desenvolvimento por almejar uma vida aristocrática, fortalecendo, desta maneira, os hábitos e convenções “arcaicas”, em detrimento de uma linguagem moderna. Ao se contrapor com os historiadores tradicionais, Mayer apenas muda o parâmetro de ruptura com o Antigo Regime. Para a historiografia ordinária, a ruptura se dá quando do surgimento de certas concepções políticas e um modelo econômico; para Mayer, quando da consolidação dos mesmos.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11064158-111875757647382132?l=vestfalia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestfalia.blogspot.com/feeds/111875757647382132/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11064158&amp;postID=111875757647382132' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111875757647382132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111875757647382132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestfalia.blogspot.com/2005/06/nfase-no-processo-x-nfase-na.html' title='Ênfase no processo x ênfase na consolidação'/><author><name>Laís Tamanini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15414129036445333974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11064158.post-111852669862053212</id><published>2005-06-11T17:51:00.000-04:00</published><updated>2005-06-11T17:51:38.623-04:00</updated><title type='text'>2a. Revolução Industrial</title><content type='html'>Responda as questões abaixo e responda até QUARTA-FEIRA 15/06.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Diferencie a 1a. da 2a. Revolução industrial enfatizando o impacto de ambas na configuração do Sistema Internacional (G. Barraclough).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Defina Imperialismo, e discuta as definiçÕes de Lênin e Hobsbawn.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;LIMITE: 1 paragrafo cada questão e mais um parágrafo de conclusão relacionando ambas as questões. Máximo de 15 linhas cada parágrafo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11064158-111852669862053212?l=vestfalia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestfalia.blogspot.com/feeds/111852669862053212/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11064158&amp;postID=111852669862053212' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111852669862053212'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111852669862053212'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestfalia.blogspot.com/2005/06/2a-revoluo-industrial.html' title='2a. Revolução Industrial'/><author><name>professor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11919576689326565821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11064158.post-111841312653438743</id><published>2005-06-09T22:04:00.000-04:00</published><updated>2005-06-10T10:18:46.536-04:00</updated><title type='text'>Humilhação francesa em Versailles</title><content type='html'>Paris, 19 de janeiro de 1871.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realizada ontem, dia 18, a coroação do imperador Guilherme I da Alemanha no palácio de Versailles, marcou não só a formação do mais novo Estado europeu como também a maior humilhação já sofrida pela França em toda sua história.&lt;br /&gt;Napoleão III, agora não mais imperador da França, em seus anos de governo, só fez diminuir o poder e o prestígio que nosso país sempre lutou para manter perante nossos vizinhos, movido apenas por sua necessidade de apoio público e por seu desejo mesquinho de ganhar territórios que em nada nos favoreceram.&lt;br /&gt;O povo francês acompanhou as investidas desse tirano e agora sofre suas conseqüências. As marcas deixadas pelo exército prussiano em nossa cidade ainda permanecerão conosco durante anos e teremos de lutar bravamente  para recolocar nosso país em sua merecida posição e impedir que nunca mais, nenhum país faça o que este fez com nossa honra.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11064158-111841312653438743?l=vestfalia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestfalia.blogspot.com/feeds/111841312653438743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11064158&amp;postID=111841312653438743' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111841312653438743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111841312653438743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestfalia.blogspot.com/2005/06/humilhao-francesa-em-versailles.html' title='Humilhação francesa em Versailles'/><author><name>Ana Clara Zanetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09859668052315043799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11064158.post-111820625197709592</id><published>2005-06-07T23:00:00.000-04:00</published><updated>2005-06-08T00:58:30.846-04:00</updated><title type='text'>O Chanceler de Ferro e o contexto europeu</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Pertencente à geração pós Congresso de Viena, o conservador Otto von Bismarck alcançou proêminencia política como árduo oponente da Revolução Liberal de 1848, que objetivava a unificação da Alemanha sob um constitucionalismo fortemente democrático. Em 1862, convidado pelo próprio rei a ocupar o cargo de 1º ministro prussiano - saída encontrada para um impasse parlamentar -Bismarck dá início ao projeto de levar a Prússia à liderança da Unificação Alemã. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Avesso ao sistema criado em Viena, por crer que ele havia submetido a Prússia ao domínio austríaco no contexto da Confederação Germânica, a &lt;em&gt;Realpolitik&lt;/em&gt; de Bismarck - política análoga à &lt;em&gt;raison d'etat&lt;/em&gt; de Richelieu - preconizava a unilateralidade de ação, baseada no fato de que, ao contrário de outras nações, o único interesse da política externa prussiana era a unificação alemã, e que, portanto, uma posição aparentemente isolada permitiria à Prússia manipular determinadas conjunturas de alianças entre poderes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;De forma extremamente hábil, Bismarck estende a proeminência econômica prussiana à esfera política através da realização de três grandes conflitos: primeiramente, a Guerra dos Ducados, empreendida em aliança com a Áustria contra a Dinamarca, prepara a conjuntura que permite o conflito Austro-Prussiano, pela administração das áreas obtidas da Dinamarca. Esse conflito marca o abandono do príncipio da legitimidade pela política externa prussiana (base de sua participação na Santa Aliança), a apartir do momento em que a Prússia, ao vencer a Áustria, domina os ducados de Schleswig e Holstein e anexa os Estados de Hanover e Hesse-Cassel, aliados austríacos na guerra. É criada, assim, a Confederação Germânica do Norte, totalmente submetida ao controle prussiano, e os estados germânicos do sul apenas mantêm sua independência por submeter seus exércitos às orientações das tropas bismarckianas. A tacada final de Bismarck se dá em 1870, com a guerra Franco-Prussiana, resultado de uma hábil manobra diplomática do chanceler utilizando-se do temor e da vaidade de Napoleão III. O conflito, rapidamente vencido pela Prússia, assinalou a reorganização final do mapa da Europa e o enfraquecimento definitivo da França a partir da ascensão o Império Alemão. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;De 1853 a 1871, a ordem européia é reorganizada e, no fim deste período, a Alemanha emerge como o mais forte poder do continente. Otto von Bismarck termina o que Napoleão III começou ao destruir o sistema de Viena e unifica&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt; a Alemanha com base no poder prussiano e não num princípio de auto-determinação nacional. Ele é o primeiro líder a introduzir o sufrágio universal masculino na Europa ao lado de um notável sistema de promoção do bem-estar social. Além disso, a partir da &lt;em&gt;Realpolitik &lt;/em&gt;de Bismarck, política externa transforma-se numa questão de disputa de forças - cada vez mais constantes dentro do novo sistema internacional, onde a noção de equilíbrio já não tem espaço pois seus componentes estão enfraquecidos e diminuídos diante do poderio alemão. A única falha do Chanceler de Ferro foi não estabelecer um modelo institucionalizado de suas políticas para que as gerações posteriores pudessem manter a Alemanha nos moldes bismarckianos. Seu legado foi uma liderança histórica singular que a sociedade alemã não foi capaz de reproduzir.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11064158-111820625197709592?l=vestfalia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestfalia.blogspot.com/feeds/111820625197709592/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11064158&amp;postID=111820625197709592' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111820625197709592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111820625197709592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestfalia.blogspot.com/2005/06/o-chanceler-de-ferro-e-o-contexto.html' title='O Chanceler de Ferro e o contexto europeu'/><author><name>Fernanda Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306306365057840165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11064158.post-111771092510704299</id><published>2005-06-02T06:11:00.000-04:00</published><updated>2005-06-03T22:06:42.686-04:00</updated><title type='text'>Marx e o Sistema Internacional</title><content type='html'>Luis Fernandes, em seu artigo "O manifesto Comunista e o elo perdido no Sistema Internacional" da revista Contexto Internacional de 1998, analisa o Manifesto Comunista de Marx depois de 150 anos de sua primeira edição, buscando uma perspectiva Marxista para o sistema internacional. Em sua análise, Luis Fernandes encontra duas faces distintas: uma transnacional e outra internacional. Marx foca no Estado ao discorrer sobre o processo de centralização da propriedade, da produção, da riqueza e da população que teria tido origem, entre outros fatores, na insegurança da aristocracia diante da ascensão da classe burguesa. A intensificação do comércio teria estimulado a centralização dos Estados e essa centralização, gerado um aumento nos fluxos globais de comércio e riqueza. Segundo Luis Fernandes, Marx chega a ser exagerado ao tratar desse aspecto global do capitalismo ao citar a universalização total das indústrias.&lt;br /&gt;   &lt;br /&gt;   Já em 1848, Marx falava na expansão territorial fulminante do capitalismo, e hoje é evidente o caráter expansionista desse sistema. Em sua teoria, encontramos uma expectativa que se tornou uma realidade algum tempo depois. No sistema internacional, os efeitos do liberalismo foi no primeiro momento, a subordinação dos Estados à lógica capitalista - formando com isso, um globo integrado - e logo a marginalização daqueles cuja integração tardia os impediria de competirem por mercados com as potências industriais capitalistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Ilusão de convergência talvez fizesse sentido em 1998, mas atualmente, a convergência mundial para os modos de produção capitalista é fato. Marx dizia que a Inglaterra, potência industrial capitalista, criaria o mundo à sua imagem e semelhança. O mundo pode não ter se transformado com essa força como espelho da Inglaterra, mas sob a hegemonia americana, temos um sistema global completamente capitalista, onde diretamente ou indiretamente são impostas aos Estados, diretrizes de comportamento para que estejam incluídos no cenário mundial. Países que tentam cuidar de questões internas e externas baseados em modelos econômicos que não sejam o liberalismo ou políticos que não sejam a democracia, são automaticamente excluídos ou tentados (até mesmo pela força) a se integrarem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   É interessante analisar influências do Manifesto Comunista para o sistema internacional e observar que nós temos hoje, o mundo capitalista exatamente tal qual combatido por Marx em seu livro. Um mundo globalizado com distribuição desigual de poder político, militar, diplomático e econômico. Uma vez que esse sistema instalou-se como solução do esgotamento das forças produtivas anteriores, tende a permanecer até que suas forças também se esgotem. Mas mesmo que isso aconteça, esferas políticas e econômicas, como observa Luis Fernandes, e também esferas culturais e sociais já foram rompidas. O caráter estadocêntrico ou transnacional do Manifesto é ressaltado por Luis Fernandes e explícito na obra de Marx, visto que no momento de sua publicação o mundo vivia em meio a extremo sentimento Nacionalista, mas também encontramos destaque para o caráter global se enxergarmos que o capitalismo, como já dizia Marx, rompe fronteiras e faz até o mais poderoso Estado dependente de sua lógica.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11064158-111771092510704299?l=vestfalia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestfalia.blogspot.com/feeds/111771092510704299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11064158&amp;postID=111771092510704299' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111771092510704299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111771092510704299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestfalia.blogspot.com/2005/06/marx-e-o-sistema-internacional.html' title='Marx e o Sistema Internacional'/><author><name>Francine Rossone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12120751566035182057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11064158.post-111759287541099345</id><published>2005-05-31T21:22:00.000-04:00</published><updated>2005-05-31T22:31:25.776-04:00</updated><title type='text'>Relatório sobre a ex-colônia do Panamá</title><content type='html'>Diferentemente de outros países, ao declarar-se independente da coroa espanhola, em 1821, a região que compreende o atual Estado do Panamá uniu-se voluntariamente à Colômbia, que havia se separado da Espanha em 1811. Anteriormente compreendendo a região do Vice-Reino de Nova Granada - junto com as áreas onde hoje seriam o Equador e a Venezuela - o Panamá, durante todo o século XIX, foi parte integrante do terrítório colombiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A república da Grande Colômbia, presidida pelo libertador Simón Bolívar, dura até 1830 quando, com sua morte, Equador e Venezuela declaram-se independentes. A partir daí, Panamá e Colômbia mantêm-se unidos por frágeis laços e a população panamenha sofre intensamente com a indolência e o abandono do governo colombiano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A consolidação final do Panamá enquanto Estado Nacional se dá no contexto do imperialismo norte-americano do final do século XIX: ao findar o período de concessão à uma empresa francesa para construção do canal do panamá o governo colombiano ambiciona revendê-la a um preço mais elevado e lucrativo. Considerando tal atitude extorsão, o governo de Roosevelt, seguindo a política do Big Stick, estimula funcionários da Panama Railroad Company - liderados pelo patrício Jose Augustin Arango - a criar um movimento separatista com o objetivo de proclamar a independência da região.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse contexto, entre 1899- 1903, se descortina em território colombiano a "Guerra dos Mil Dias" entre liberais e conservadores. Como saldo, mais de 120 mil mortes e a proclamação da independência do Estado Panamenho. Com isso, os Estados Unidos ganham soberania sobre a zona do Canal do Panamá e consolidam sua hegemonia sobre a América Latina.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11064158-111759287541099345?l=vestfalia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestfalia.blogspot.com/feeds/111759287541099345/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11064158&amp;postID=111759287541099345' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111759287541099345'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111759287541099345'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestfalia.blogspot.com/2005/05/relatrio-sobre-ex-colnia-do-panam.html' title='Relatório sobre a ex-colônia do Panamá'/><author><name>Fernanda Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306306365057840165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11064158.post-111754414299010030</id><published>2005-05-31T08:53:00.000-04:00</published><updated>2005-05-31T11:17:44.626-04:00</updated><title type='text'>Um passo para a Integração ?</title><content type='html'>Panamá, 16 de Julho de 1826&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Foi celebrada na noite de ontem, a última sessão do Congresso instalado no Panamá no dia 22 do mês de junho. Essa celebração foi marcada pelo fechamento de acordos discutidos durante esse período de Congresso, no qual foram realizadas 10 sessões. Os documentos constam de um Tratado de união, liga e confederação perpétua, uma convenção de contingentes navais e terrestres e um acordo para que voltem a se reunir em sessões na Vila de Tacubaya em 1827. Esse tratado consta de 31 artigos mais 1 adicional. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   O Congresso reuniu delegados da Guatemala (Antônio  Larrazábal e Pedro Molina), da Grã-Colômbia (Pedro Briceño Méndez e Pedro Gual), do México (José Mariano de Michelena e José Dominguez Manso) e do Peru (Manuel Lorenzo Vidaurre e Manuel Pérez de Tudela) para a discussão, principalmente, de projetos de defesa mútua (presente no artigo II do Tratado final). Também estiveram presentes alguns observadores e Conselheiros da Inglaterra (Eduardo Santiago Dawkins) e da Holanda (Jan Van Veer). Um dos delegados dos Estados Unidos, Ricardo C. Anderson, faleceu antes de chegar ao Panamá e o outro, John Sergeant, chegou quando o Congresso já havia concluído suas deliberações. O mais importante dessas reuniões, além da declaração de solidariedade das nações participantes, talvez tenha sido a afirmação da irrevogabilidade da independência hispano-americana e o desejo de se estabelecer uma paz justa com a metrópole. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Foi o primeiro passo para a concretização do sonho de Simon Bolívar, que desde sua missão da Junta Suprema de Caracas à Londres em 1810, vem falando de uma conferência na América. Algumas coisas não saíram como esperava, como por exemplo, a recusa do Brasil, da Argentina e do Chile de comparecer ao Congresso. Bolívar, inspirado em Monroe e no exemplo histórico dos gregos, convocou a conferência no Istmo do Panamá, divisor de águas dos oceanos pacíficos e atlântico e dos hemisférios norte e sul, com o intuito de manter unida a América em torno de interesses comuns. Apesar do sucesso inicial, teme movimentos de desintegração pelo egoísmo de líderes Americanos, que fariam o fracasso de seu plano.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11064158-111754414299010030?l=vestfalia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestfalia.blogspot.com/feeds/111754414299010030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11064158&amp;postID=111754414299010030' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111754414299010030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111754414299010030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestfalia.blogspot.com/2005/05/um-passo-para-integrao.html' title='Um passo para a Integração ?'/><author><name>Francine Rossone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12120751566035182057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11064158.post-111699105660312722</id><published>2005-05-24T23:17:00.000-04:00</published><updated>2005-05-31T09:23:28.916-04:00</updated><title type='text'>A emancipação do liberalismo</title><content type='html'>&lt;em&gt;resumo do texto "Internacional Politics and Latin American Independence" de Waddel, D.A.G.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Apesar de a América Espanhola e Portuguesa apresentarem causas estruturais à independência bastante distintas, ambos processos são contemporâneos em circunstância da conjuntura de guerras Napoleônicas na Europa - particularmente das reviravoltas de uma balança de poder anglo-francesa. No caso da colônia portuguesa, a ameaça francesa a Portugal foi decisiva para a sua independência à medida que o escoltamento da corte portuguesa para o Brasil implicou a abertura dos portos aos ingleses e o conseqüente fim do exclusivo metropolitano. Em se tratando da Espanha, a instabilidade interna - novamente provocada pelo jugo napoleônico - foi um fator propiciador de uma experiência de governos autônomos em suas colônias do novo mundo, as quais, a princípio, rebelaram-se exclusivamente contra o domínio francês na Península Ibérica. Todo esse processo é entremeado por um embate entre França e Inglaterra, a França como o fator desestabilizador do sistema e a Inglaterra como a mantenedora do equilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Inglaterra é uma peça central do processo de independência já que o crivo inglês era um fator fundamental para a legitimidade internacional dos novos Estados americanos. Entretanto, durante muito tempo, a Grã-Bretanha permaneceu numa postura de neutralidade em relação à questão, não incentivando uma independência imediata nem descartando essa possibilidade futura. Essa política de não-reconhecimento era uma artimanha política da diplomacia inglesa para não arranhar sua imagem com seus parceiros comerciais em potencial (as colônias), não desagradando também os patriotas espanhóis que, a essa altura, lutavam contra a dominação francesa – algo de maior interesse para os britânicos. O período de restauração de Fernando VII e, em seguida, o de revolução liberal na Espanha mostraram à Inglaterra que o pensamento mercantil ainda predominava enormemente na península e pouco poderia se esperar dos espanhóis quando a questão era um afrouxo do monopólio comercial. Finalmente, em 1823, quando a França resolve intervir na Revolução Liberal espanhola, a Inglaterra resolve tomar um posicionamento; “se a França houvesse de tomar a Espanha, tomar-la-ia sem as Índias.” O poder de reconhecer as independências na América tornou-se, nesse momento, um dos primeiros desafios ingleses ao Sistema de Concerto Europeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A atitude das potências européias concernente às independências da América Latina em grande parte contribuiu para atrasar a regulamentação das relações entre ambas as partes, isso devido à dificuldade de se achar um princípio legitimante satisfatório que permitisse tal ligação. Com o Brasil, todavia, essa dinâmica se processou de maneira diferente. Afinal, o precursor do movimento separatista era o herdeiro do trono português, Dom Pedro. A ruptura tinha um quê de continuidade, repentina e pacífica. As ligações dinásticas com a Áustria e a mediação inglesa com a coroa portuguesa garantiram a inserção do Brasil no contexto internacional como país independente de Portugal, mas sem deixar de cumprir os compromissos com a Inglaterra estabelecidos pela ex-metrópole.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Doutrina Monroe lançada pelo presidente americano em 1823, apesar de não ter provado ter nenhum cometimento com a América Latina, enunciava um fato que se aplica a todo o continente americano: o sistema político europeu era dissimilar ao sistema político americano, por isso, não cabia a Europa intervir nos assuntos da América. De fato, vários exemplos – como as intervenções francesas no México e a questão da abolição do tráfico negreiro no Brasil - mostram que a Europa não conseguiu dispor do seu poder considerável para ter um efeito político nas ex-colônias. A participação da Europa é sim vital para a emancipação, não tendo um poder decisivo no processo seguinte de construção desses Estados, cuja responsabilidade ficou para as lutas internas e para interação de fatores locais e metropolitanos. Mergulhada em suas próprias questões, a América Latina não desempenhou um papel de destaque nas relações internacionais do séc. XIX e os europeus, por outro lado, aprenderam que o domínio do comércio externo não significava uma influência decisiva no processo decisório dos Estados incipientes.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11064158-111699105660312722?l=vestfalia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestfalia.blogspot.com/feeds/111699105660312722/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11064158&amp;postID=111699105660312722' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111699105660312722'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111699105660312722'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestfalia.blogspot.com/2005/05/emancipao-do-liberalismo.html' title='A emancipação do liberalismo'/><author><name>Laís Tamanini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15414129036445333974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11064158.post-111655760642286935</id><published>2005-05-19T23:52:00.000-04:00</published><updated>2005-05-19T22:53:26.440-04:00</updated><title type='text'>É declarada a independência dos 13 Estados Unidos da América</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:85%;"&gt;3 de julho de 1776&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Como fim de um longo debate no dia de ontem, e por decisão unânime,  o Congresso da Filadélfia declarou independentes da coroa inglesa as treze colônias americanas. A base  do documento formal de separação fora redigida no mesmo local, pelo senhor Thomas Jefferson, devendo ser aprovada em poucos dias. Segundo fontes, nela encontra-se expresso o ideal que une os colonos em torno da construção desta república: a crença no dever do governo de  garantir a todos os homens o direito à vida, à liberdade e à procura da felicidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Após cerca de uma década de taxações arbitrárias - primeiramente com a Lei do Açúcar, do Selo (posteriormente  revogada), e logo com as Leis Townshend, que deram lugar à não menos onerosa Lei do Chá - além da constante presença de tropas inglesas em território americano (dando origem a obscuros episódios como o do massacre de Boston e dos lavradores de Lexington),  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;a postura coercitiva da coroa inglesa levou os americanos a abandonarem a política de tolerância e lealdade para com a metrópole, adotando como prerrogativa a defesa incansável da liberdade americana. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Alçando a bandeira da democracia e defendendo que o novo mundo é, primordialmente, a terra de todos os perseguidos e amantes da liberdade civil e religiosa vindos de toda a Europa, os americanos lançam-se num conflito pelo reconhecimento de sua  independência, motivados pelo comprometimento com os ideais da república. Cientes do poderio naval e militar inglês,  as tropas do General George Washington arregimentam-se e as milícias locais se disseminam por todo o país: está formado o cenário de embate entre as forças da justiça, liberdade e democracia em oposição ao obscurantismo  do conservadorismo e da tirania. VITÓRIA À AMÉRICA.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11064158-111655760642286935?l=vestfalia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestfalia.blogspot.com/feeds/111655760642286935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11064158&amp;postID=111655760642286935' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111655760642286935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111655760642286935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestfalia.blogspot.com/2005/05/declarada-independncia-dos-13-estados.html' title='É declarada a independência dos 13 Estados Unidos da América'/><author><name>Fernanda Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306306365057840165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11064158.post-111642206246019299</id><published>2005-05-17T23:47:00.000-04:00</published><updated>2005-05-18T09:14:22.463-04:00</updated><title type='text'>A lenta e explosiva expansão americana</title><content type='html'>A política externa Norte-Americana pós guerra civil é marcada por dois momentos distintos. Nas primeiras décadas assume uma postura isolacionista, evitando conflitos com as potências européias. Não tinha reconhecimento diplomático e força militar. Guiado pelo sentimento do Destino Manifesto, se envolve em anexações no Caribe e na América do Norte empreendidas por Seward. Várias oportunidades são perdidas. As únicas conquistas de Seward são as Midway Islands e o Alaska. No segundo momento, os EUA ainda evitavam conflitos com as potências européias, com algumas exceções como a guerra contra a Espanha, marcado pela nova política adotada pelo governo McKinley de 1897. A partir desse momento, os EUA continuam sua expansão e assumem uma política  de poder, reconhecida pelas potências européias.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11064158-111642206246019299?l=vestfalia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestfalia.blogspot.com/feeds/111642206246019299/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11064158&amp;postID=111642206246019299' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111642206246019299'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111642206246019299'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestfalia.blogspot.com/2005/05/lenta-e-explosiva-expanso-americana.html' title='A lenta e explosiva expansão americana'/><author><name>Ana Clara Zanetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09859668052315043799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11064158.post-111642064525700976</id><published>2005-05-17T22:31:00.000-04:00</published><updated>2005-05-18T08:50:45.260-04:00</updated><title type='text'>A guerra civil e a degradação da população sulista</title><content type='html'>Cold Mountain é um filme que mostra pouco da Guerra Civil em si e de suas batalhas. O filme foca mais a situação vivida pelos habitantes do Sul no período da guerra. Mulheres abandonadas por seus maridos e filhos que tinham ido lutar contra o Norte sofriam as mais diferentes privações e angústias. As plantações desses pequenos proprietários ficaram largados à sorte devido à falta de mão-de-obra existente para cultivá-las.&lt;br /&gt;O filme também mostra a até que ponto a guerra se expandiu, levando oficiais nortistas a invadirem e saquearem casas e muitas vezes cometerem atos de pura crueldade. Em algumas partes podemos perceber que há também tentativas de fuga de escravos para o norte e a perseguição constante aos desertores da guerra. Porém via-se pessoas resistentes, lutando para manter suas vidas e suas propriedades. A ameaça nortista era corajosamente enfrentada pelos sulistas, tendo em vista que eram os territórios sulistas que estavam sendo invadidos durante a Guerra Civil.&lt;br /&gt;Percebe-se também que a guerra serviu para que antigos conflitos entre vizinhos fossem retomados e resolvidos por meio da força. Disputas por terras e pelo poder local tornaram-se freqüentes e cruéis. Deixa-se claro no filme o impacto da guerra na população sulista e sua luta por manter uma vida digna mesmo em tempos tão obscuros. Muitas foram suas perdas e muitos foram seus traumas, porém a superação disso tudo foi sua maior conquista.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11064158-111642064525700976?l=vestfalia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestfalia.blogspot.com/feeds/111642064525700976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11064158&amp;postID=111642064525700976' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111642064525700976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111642064525700976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestfalia.blogspot.com/2005/05/guerra-civil-e-degradao-da-populao.html' title='A guerra civil e a degradação da população sulista'/><author><name>Ana Clara Zanetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09859668052315043799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11064158.post-111578377060165996</id><published>2005-05-10T22:29:00.000-04:00</published><updated>2005-05-10T23:56:10.636-04:00</updated><title type='text'>O Patriota</title><content type='html'>"O Patriota", produzido nos EUA no ano 2000, retrata o contexto histórico americano do século XVIII nas décadas de 70 e 80, quando as colônias se mobilizaram, com exceção de colônias do Sul, inicialmente fiéis à coroa britânica, para a luta pela independência. Interpretado por Mel Gibson, Benjamin Martin foi o personagem representante dos heróis da independência, segundo o diretor Roland Bemmerich. Camponês, ex-combatente em Wilderness, Benjamin se opôe à guerra até que essa o afeta diretamente com a morte de seu filho Thomas. Com isso, passa a comandar milícias que vão aterrorizar o exército britânico, pelos constantes ataques surpresas e pela dificuldade de serem encontrados.&lt;br /&gt;O filme mostra muito eficientemente com que sentimento os colonos americanos entram na guerra com a maior potência militar da época, mesmo sendo inexperientes e mal treinados. Foi preciso força, coragem, ódio e esperança para que homens se sentissem honrados em lutar pela nação americana, jovens festejassem a convocação abdicando a própria vida em nome da liberdade. Patriotismo exagerado sim, mas necessário. Nomes importantes como o de Paine e John Adams são omitidos no filme, tendo sido essenciais na divulgação das idéias iluministas. A imprensa e a intensa distribuição de jornais foram meios de divulgação, além dos discursos em praças públicas. Se não fosse por um homem gritando ações políticas do Rei George e do Parlamento, ficariam obscuros os motivos políticos que levaram o povo a revoltar-se no filme.&lt;br /&gt;A história teve seu foco na guerra. As manobras dos exércitos continental e britânico foram bem colocados, mas o destaque ficou para a milícia reunida por Benjamin Martin. As milícias foram importantes para deter o exército no campo, mas não teriam sobrevivido sem o apoio das tropas do exército continental. O heroísmo de George Washington foi substituído pelo heroísmo de Martin e seus homens no filme.&lt;br /&gt;A produção tentou ser fiel à história, e em geral, fez um bom trabalho. Faltou mostrar mais a reação dos burgueses, a origem da revolta, das idéias revolucionárias e principalmente assumir que a igualdade conquistada não representava igualdade plena.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11064158-111578377060165996?l=vestfalia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestfalia.blogspot.com/feeds/111578377060165996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11064158&amp;postID=111578377060165996' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111578377060165996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111578377060165996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestfalia.blogspot.com/2005/05/o-patriota.html' title='O Patriota'/><author><name>Ana Clara Zanetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09859668052315043799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11064158.post-111534901783783603</id><published>2005-05-05T23:10:00.000-04:00</published><updated>2005-05-06T21:22:08.913-04:00</updated><title type='text'>Idealismo de discurso x pragmatismo de ação: constituição dos EUA</title><content type='html'>Em 1787, após mais de uma década de discussões, é promulgada a constituição dos Estados Unidos da América, que consegue conciliar um governo central com uma relativa autonomia das políticas regionais dos estados. Após muitos conflitos com a Inglaterra, sua ex-metrópole, os EUA encerram seu período colonial com uma constituição eminentemente liberal e republicana. Para a época - fim do séc. XVIII-, dada constituição era uma expressão pragmática da vanguarda do pensamento iluminista e acredita-se ser esta uma influência importante às revoluções liberais na França e, posteriormente, no resto da Europa.&lt;br /&gt;Caracterizando um regime burguês, o comércio vê-se extremamente beneficiado com o fomento e à ênfase dada ao livre comércio. O sistema de eleições permitia aos americanos uma noção de ampla representatividade pelo governo e a "vida, a liberdade e a busca pela felicidade" tinham um peso ideológico significativo. Entretanto, o liberalismo das propostas constitucionais tem de ser relativizado. A tríade de direitos inalienáveis acima apresentada de fato não englobava "todos os homens", tendo a escravidão permanecido nos EUA até o acréscimo da emenda XIII de 1865. Economicamente, a tradição protecionista norte-americana contradiz a lógica liberal seguida na constituição.&lt;br /&gt;Por fim, uma característica ímpar dessa constituição é o direito assegurado da posse de armas pelos próprios cidadãos (emenda II) que, por um lado, reflete um aspecto particular da cultura advinda da época de independência de cada um assegurar sua própria segurança, mas, por outro, mina o poder de coerção central do Estado. Os EUA é, hoje, o país com a maior taxa de homicídios/ano do mundo e é também o país cuja indústria bélica mais tem mercado interno. Delinia-se um aparente estado de guerra hobbesiano, em que a insegurança gira o motor de uma indústria de armamentos poderosíssima. Entretanto, não é um simples estado de guerra primitivo, é um estado de guerra CONSTITUCIONAL.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11064158-111534901783783603?l=vestfalia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestfalia.blogspot.com/feeds/111534901783783603/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11064158&amp;postID=111534901783783603' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111534901783783603'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111534901783783603'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestfalia.blogspot.com/2005/05/idealismo-de-discurso-x-pragmatismo-de.html' title='Idealismo de discurso x pragmatismo de ação: constituição dos EUA'/><author><name>Laís Tamanini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15414129036445333974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11064158.post-111394440331011059</id><published>2005-05-01T15:51:00.000-04:00</published><updated>2005-05-01T14:51:57.146-04:00</updated><title type='text'>O cenário europeu pós-1815: concerto e crises</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:times new roman;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;N&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;ão institucionalizado, ao contrário do que viria ser a tendência no séc.XX (pós-guerras mundiais), o concerto europeu consistiu numa série de reuniões entre os principais países do continente - Inglaterra, Rússia, Aústria, Prússia e, posteriormente, a França - realizadas com o fim de reorganizar a Europa segundo seus interesses e de solucionar diferentes questões políticas - à medida que se apresentavam às grandes potências. Além de Viena, constituiram o sistema de concerto uma série de diferentes congressos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Em Aix-la-Chappelle (1818), a principal preocupação foi a tomada de medidas militares de precaução: a Santa Aliança foi proposta pelo imperador Alexandre I, os Tratados de Chaumont e de Paris, estabelecendo a formação da Quádrupla Aliança, foram confirmados e a França, representada por Richelieu, foi reabilitada às discussões do cenário europeu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Em 1820 teve lugar o Congresso de Troppau, sob solicitação do czar russo. Nele, Áustria, Rússia e Prússia assinaram um protocolo ameaçando intervenção armada da Santa Aliança a qualquer tentativa revolucionária contra o status quo. Recusando-se a aderir ao protocolo, Inglaterra e França aliam-se na 1ª Entènte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Nesse contexto, em 1821, o Congresso de Laibach autoriza a supressão, por forças autríacas, de movimentos nacionalistas em Nápoles e Piemonte, ainda que sob forte oposição inglesa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;A cisão da Quádrupla Aliança se dá, finalmente, em 1822, no Congresso de Verona. Sob o mandato da Santa Aliança, um exército francês é enviado para conter a revolução liberal na Espanha e discute-se a possibilidade de intervenção na América para a supressão dos movimentos de independência. Imediatamente a Inglaterra posiciona-se contra as deliberações - pois está interessada economicamente nas independências americanas - e retira-se dos assuntos europeus na chamada política de Isolamento Esplêndido.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;Em resposta ao conservadorismo do Congresso de Viena, e do concerto europeu em geral, a Europa viu-se tomada por uma onda revolucionária pós-1815, refletindo em todas as suas nuances o legado revolucionário francês.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A Espanha clama por constitucionalismo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Recém saída do domínio de José Bonaparte, irmão de Napoleão, a população espanhola deseja o retorno do rei, Fernando VII, sob a existência da Constituição. Ao derrubá-la, o rei absolutista inicia uma grande revolução liberal em seu país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Portugal - Revolução Liberal do Porto&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A burguesia lusitana, aliada à maçonaria, reage contra os onerosos Tratados de 1810 com a Inglaterra e defende o retorno do pacto colonial com o Brasil, com vistas a fortalecer seus tão prejudicados interesses. Como resultado, a revolução consegue o retorno do rei D. João VI à Portugal, que estava no Brasil desde1808, mas não alcança suas reivindicações, permanecendo substancialmente dependente da economia inglesa.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;1821-30: o brio nacionalista e a independência grega&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Marcada por ter sido fruto da insurreição de todo um povo contra seus opressores turco-otomanos- amparado pelos ideais revolucionários franceses- a independência&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;grega foi o primeiro movimento nacionalista capaz de inflamar toda a Europa. Da união de homens do campo, carbonários, bandoleiros, magnatas e até mesmo representantes da esquerda européia, a libertação da Grécia foi um divisor de águas: marcou a derrocada da Santa Aliança - a partir da contradição russa de apoiar os revolucionários em nome do interesse nos estreitos de Bósforos e Dardanelos - e, principalmente, foi condição essencial para a evolução do chamado panbalcanismo, nacionalismo latente em diversos outros povos balcânicos&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Legado ocidental no contexto da independência egípcia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;A partir da influência da conquista napoleônica, com a introdução de idéias, métodos e técnicas ocidentais, o paxá Mohammed Ali conduziu as tropas e a nação egípcias contra o domínio do sultão turco-otomano. Apoiado pela 1ª Entènte (coalizão entre inglaterra, que objetivava conter o expansionismo russo, e a França, desejosa de obter seu prestígio internacional de volta) o paxá egípcio liderou o primeiro movimento nacionalista do mundo islâmico, o qual resultou na anulação das vantagens russas obtidas na questão grega e, consequentemente, na Guerra da Criméia, marco do fim do concerto europeu.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;strong&gt;Bélgica: uma outra face nacionalista&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Os principais líderes e articuladores do movimento de independência belga foram as camadas médias e inferior das categorias profissionais, ou seja, as classes educadas. Na Bélgica a bandeira do nacionalismo foi empunhada por uma comunidade industrial que desejava arduamente livrar-se da dominação dos Países Baixos e alcançou seu objetivo apoiada intensamente pela Inglaterra, interessada num fácil acesso ao continente europeu. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11064158-111394440331011059?l=vestfalia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestfalia.blogspot.com/feeds/111394440331011059/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11064158&amp;postID=111394440331011059' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111394440331011059'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111394440331011059'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestfalia.blogspot.com/2005/05/o-cenrio-europeu-ps-1815-concerto-e.html' title='O cenário europeu pós-1815: concerto e crises'/><author><name>Fernanda Figueiredo</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08306306365057840165</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11064158.post-111351569105432242</id><published>2005-04-14T18:23:00.000-04:00</published><updated>2005-04-14T18:00:55.183-04:00</updated><title type='text'>Senhores feudais perdem privilégios</title><content type='html'>Na noite de ontem, foi finalmente aprovada a abolição de todos os privilégios feudais. Os camponeses vinham pressionando as autoridades através de abaixo-assinados e recentemente, através de atitudes revoltosas como invasão de propriedades, demolição de castelos e posse de pedaços de terra. Quando as notícias das revoltas chegaram até as cidades, os deputados não encontraram outra forma para remediar a situação que não fosse ceder aos protestos.&lt;br /&gt;   A abolição dos privilégios feudais foi um primeiro passo de uma série de reformas  reinvindicadas pelos trabalhadores rurais. Com a última catástrofe agrícola e conseqüente fechamento do mercado rural, o desemprego multiplicou-se e a taxa do salário baixou. Os campos estão arruinados e os cultivadores na impossibilidade de sustentar suas famílias.&lt;br /&gt; Mas insatisfação não está só no campo. Há três semanas da queda da monarquia absolutista e grande parte da população francesa ainda espera pela tão sonhada mudança que os beneficiaria. Indigna-os o fato de os banqueiros, empresários e grandes comerciantes que tomaram a frente na Assembléia Legislativa não tenham se mostrado dispostos a aceitar uma participação efetiva dos pequenos burgueses, camponeses e assalariados nas decisões. Esses últimos, ainda inflamados pelo mesmo espírito que os levou a lutar com sucesso pela queda do Antigo Regime, não parecem ter tomado a Revolução por encerrada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11064158-111351569105432242?l=vestfalia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestfalia.blogspot.com/feeds/111351569105432242/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11064158&amp;postID=111351569105432242' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111351569105432242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111351569105432242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestfalia.blogspot.com/2005/04/senhores-feudais-perdem-privilgios.html' title='Senhores feudais perdem privilégios'/><author><name>Francine Rossone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12120751566035182057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11064158.post-111347616237387795</id><published>2005-04-13T20:42:00.000-04:00</published><updated>2005-04-14T14:42:43.546-04:00</updated><title type='text'>Império Russo é mais uma vez fundamental na tomada de decisoes européias</title><content type='html'>Nesta manhã de 1815, reuniram-se em Viena, Império Austríaco, representantes dos diversos reinos e impérios europeus atingidos pelo abominável período napolêonico. Estiveram presentes representantes da Áustria - reino anfitrião -, da Prússia, do Reino Unido,  da Igreja Católica Romana e, após certa discussão, da França, uma vez restaurada a dinastia Bourbon. Figuravam, porém em menor peso, reinos como o de Portugal, Espanha e Andorra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Logo em seu discurso de abertura o anfitrião, Principe Metternich, representando Sua Majestade o Rei Francisco I da Áustria, declarou a necessidade de abster-se temporariamente da discussão por motivos de saúde, causando grande espanto em todos os presentes. Hardenberg, o representante prussiano, também numa de suas primeiras manifestações, expressou o desejo de obtenção da região da Polônia, idéia arduamente debatida por Nossa Majestade o Czar Alexandre I. Defendendo que nossa nação desempenhara o papel de maior relevância no enfraquecimento e anulação das forças napoleônicas, Nossa Majestade, invocando um senso comum de justiça, alegou que a anexação da Polônia deveria caber, por direito, ao Império Russo. Além disso, argumentou também a necessidade de proteger o povo polonês de possíveis ataques estrangeiros e de levar felicidade e prosperidade a esse território amigo. Ainda com relação à reorganização de territórios, após intensa discussão, a França, representada por Tayllerand, foi levada a devolver à Santa Sé territórios do norte da península itálica, tomados por Napoleão. E, também no endosso da defesa francesa do "Princípio das Legitimidades", Nossa Majestade o Czar Alexandre I propôs a formação de uma Santa Aliança entre reis legítimos, com o fim de conter a disseminação dos ideais revolucionários franceses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A ideologia do Equilíbrio europeu - defendida por Lord Castlereigh e Metternich- permeou todas as discussões da reunião. Além disso a Quádrupla Aliança obteve expressivo sucesso na contenção da fuga e derrota definitiva de Napoleão. Ao final do Congresso, ficou decidido que Nossa Majestade o Czar, anexaria a Polônia, mantendo a cidade de Cracóvia sob governo próprio, e com isso viu-se  que o poder de Nosso Império foi fortalecido e reconhecido.&lt;br /&gt;Graças à atuação de Nossa Majestade, a Rússia reintera seu papel fundamental na tomada de decisões de toda Europa.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11064158-111347616237387795?l=vestfalia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestfalia.blogspot.com/feeds/111347616237387795/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11064158&amp;postID=111347616237387795' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111347616237387795'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111347616237387795'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestfalia.blogspot.com/2005/04/imprio-russo-mais-uma-vez-fundamental.html' title='Império Russo é mais uma vez fundamental na tomada de decisoes européias'/><author><name>Ana Clara Zanetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09859668052315043799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11064158.post-111264929148967764</id><published>2005-04-04T17:14:00.000-04:00</published><updated>2005-04-04T17:14:51.490-04:00</updated><title type='text'>O legado de Napoleão</title><content type='html'>      A Europa do Antigo Regime ruía frente às agitações políticas do século XVIII. Na Holanda, Irlanda, Bélgica, Genebra, por toda parte, o poder absoluto encontrava cada vez mais entraves à sua legitimação; iniciava-se uma “era de revoluções democráticas”, que pretenderiam reestruturar o sistema político, extinguindo a organização feudal da sociedade e coroando os príncipes da modernidade: a burguesia capitalista. Dentre os muitos levantes revolucionários, um em especial, a “mítica” Revolução Francesa que, embora sua preponderância frente às demais seja muito contestada, cumpriu um papel primordial na universalização da Revolução. A partir daí, surge Napoleão Bonaparte que, juntamente com e munido do Iluminismo francês, fez da Revolução Francesa a sepultura dos Regimes Absolutistas em toda a Europa e um legado permanente da civilização ocidental.&lt;br /&gt;      Napoleão foi o líder que proveu estabilidade ao Estado burguês na França e através de suas expedições militares, plantou a semente desse Estado constitucional por onde passou. Mesmo após o Congresso de Viena, a constituição era uma realidade indissolúvel nas Monarquias da Europa e, como conseqüência intrínseca, também em suas colônias, desencadeando processos de independência por toda América. Por outro lado, muitos podem crer que Napoleão se valia somente de sua Grande Armée para legitimar-se, cunharia anos mais tarde Max Weber o conceito do qual Napoleão é exemplo e inspiração até hoje, o de “liderança carismática”. Seguindo a lógica burguesa, Napoleão instituiu o Código Civil Napoleônico e uma concordata com a Igreja Católica, ambas resoluções permeiam a ideologia de boa parte do mundo capitalista-ocidental até hoje, o Estado laico e a propriedade privada inalienável.&lt;br /&gt;      Finalmente, um dos maiores legados de Napoleão para História que se seguiu a partir dele, muito além da Revolução, foi o oportunismo da sociedade burguesa personificado. Antes dele, os heróis eram homens que nasceram para usar coroas, depois dele, qualquer um podia enxergar o céu como limite. O individualismo e auto-determinação individual é a herança adeternum de Napoleão e o motor das mudanças da modernidade até os nossos tempos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11064158-111264929148967764?l=vestfalia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestfalia.blogspot.com/feeds/111264929148967764/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11064158&amp;postID=111264929148967764' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111264929148967764'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111264929148967764'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestfalia.blogspot.com/2005/04/o-legado-de-napoleo.html' title='O legado de Napoleão'/><author><name>Laís Tamanini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15414129036445333974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11064158.post-111214554874458943</id><published>2005-03-29T21:10:00.000-04:00</published><updated>2005-03-29T21:19:08.746-04:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A atuação da burguesia na Revolução Francesa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante de uma profunda crise econômica e de uma aristocracia que buscava, a todo custo, recuperar o domínio sobre seu Estado, a burguesia francesa foi o grupo social que, devido ao consenso de idéias em torno do liberalismo clássico e da defesa do constitucionalismo, foi capaz de proporcionar uma unidade coletiva ao movimento revolucionário nascido da insatisfação do terceiro Estado francês. De fato, é notável a importância das ações burguesas tanto no inicio da revolução – com a criação de empreendimentos institucionais que racionalizaram e reformaram o país (como a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão – claramente liberal) – quanto no fim do processo com a queda da Republica Jacobina, onde o regime bonapartista foi providencial para concluir o processo revolucionário e iniciar definitivamente o regime da burguesia.  Reiterando esse sucesso vê-se o surgimento de um Código Civil francês, de uma Concordata da Igreja e da criação de um Banco Nacional – talvez o mais significativo símbolo burguês. A partir da Revolução de 1789 emerge na França uma sociedade tipicamente burguesa que, mais do que qualquer coisa, vai buscar ao longo do tempo e de diversas conjunturas obter sua tão desejada estabilidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;        O impacto do Terror e da radicalização revolucionária na história dos séculos seguintes à Revolução Francesa&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tocante ao séc. XIX é possível destacar que a lembrança do radicalismo político das massas e os efeitos da Revolução de 1789 influenciaram, por exemplo, os liberais de 1830. De fato, esse grupo via no processo revolucionário a única maneira efetiva de reestabelecimento da presença burguesa neste momento da história da França. Ao mesmo tempo, a lembrança do jacobinismo ferrenho levava-os a buscar a implementação de uma democracia controlada, mais limitada com relação à participação política popular. Não obstante, a Comuna de Paris de 1871 também é prova irrefutável da influência dos acontecimentos da república revolucionária francesa – principalmente sobre os trabalhadores urbano-industriais – agora atrelada fortemente à nascente tradição social-revolucionária, resultante de observações de pensadores como Karl Marx acerca das convulsões sociais da época. Alem disso, no século XX a Revolução Russa emerge marcada pelas comparações com a Revolução Francesa: a postura dos sovietes é inevitavelmente associada à dos jacobinos; Lênin, o grande líder revolucionário russo é  comparado a um Robespierre mais erudito e as instituições revolucionárias russas cotejadas àquelas emergentes da França de 1789. De forma geral, o jacobinismo influenciou diretamente todas as revoluções- a partir das décadas de 1830 e 1840- cujo objetivo era a transformação da ordem social, por todo o mundo ocidental.&lt;br /&gt;Por Fernanda Pernasetti&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11064158-111214554874458943?l=vestfalia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestfalia.blogspot.com/feeds/111214554874458943/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11064158&amp;postID=111214554874458943' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111214554874458943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111214554874458943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestfalia.blogspot.com/2005/03/atuao-da-burguesia-na-revoluo-francesa.html' title=''/><author><name>Ana Clara Zanetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09859668052315043799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11064158.post-111197093431985008</id><published>2005-03-27T20:48:00.000-04:00</published><updated>2005-03-27T20:48:54.320-04:00</updated><title type='text'>Tarefa 6: Allons enfants de la patrie, le jour de gloire est arrivé.</title><content type='html'>1) Baseado na leitura do texto de Hobsbawn,  " A Era das Revoluções",&lt;br /&gt; discuta o papel da burguesia na Revolução Francesa?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; 2) Porque Soboul em " A Revolucão Francesa"  afirma que a Revolução Francesa é uma etapa necessária da transição do feudalismo para o capitalismo?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; 3) Destaque, no longo prazo, a importância do período do terror jacobino e da radicalizacao revolucionária, para o impacto que a Revolução Francesa teria na história dos séculos seguintes, segundo a perspectiva de Hobsbawn em "Ecos da Marselhesa"?&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Cada grupo só precisa responder a DUAS das tres perguntas, sendo que a primeira é obrigatória.  Cada pergunta deve ser respondida em apenas um parágrafo.  Deadline: Terça, 29/03, meia-noite. Bom trabalho a todos!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11064158-111197093431985008?l=vestfalia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestfalia.blogspot.com/feeds/111197093431985008/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11064158&amp;postID=111197093431985008' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111197093431985008'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111197093431985008'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestfalia.blogspot.com/2005/03/tarefa-6-allons-enfants-de-la-patrie.html' title='Tarefa 6: Allons enfants de la patrie, le jour de gloire est arrivé.'/><author><name>professor</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11919576689326565821</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11064158.post-111149304871903549</id><published>2005-03-22T07:25:00.000-04:00</published><updated>2005-03-22T08:04:08.720-04:00</updated><title type='text'>Imperador Ferdinando II assina a Paz da Vestfália</title><content type='html'>Münster, 24 de outubro de 1648&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de quatro anos, a conferência, que levou o nome da região de Vestfália, foi encerrada com três tratados independentes e o anúncio do armistício. Não havia como sustentar a "guerra" por mais tempo. A Alemanha já perdeu metade da população. No império constituído de 300 territórios soberanos, não resta nenhum sentimento nacional comum. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  O que no começo foi um conflito religioso acabou tornando-se uma luta pelo poder na Europa. Desde de 23 de maio de 1618, quando nobres protestantes na Boêmia invadiram o castelo da capital e jogaram pela janela os representantes do imperador  por causa da intenção do império de demolir duas igrejas luteranas contrariando a liberdade religiosa, a Europa só viveu em conflitos. Esses conflitos tomaram proporções internacionais. A católica cidade de Münster e a luterana Osnabrück foram escolhidas então como sedes em 1641, visto que precisavam chegar a um acordo para resolver essa crise religiosa.  Desde 1644, 150 delegados começaram seus trabalhos nas duas cidades. Mensageiros viajavam constantemente entre ambas, e também Viena, Roma e outras capitais européias.  Finalmente, depois de quatro anos, o Tratado foi encerrado e assinado nas cidades de Münster e Osnabrück por Ferdinando II.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  A partir de hoje, suíços e holandeses tornam-se autônomos, o poder do imperador da dinastia Habsburgo é reduzido, em favor do dos príncipes e dos membros do Reich, o império mantem sua constituição federalista e católicos e protestantes passam a ser considerados confissões com os mesmos direitos.  Será que esse é o fim do conflito religioso que dura há 30 anos ?! A França, que anexou o território de Alsácia, representa a grande preocupação Européia agora. Apesar dos Espanhóis prosseguirem em luta contra os franceses , a França está se mostrando muito forte e determinada a expandir seu domínio pelo continente.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11064158-111149304871903549?l=vestfalia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestfalia.blogspot.com/feeds/111149304871903549/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11064158&amp;postID=111149304871903549' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111149304871903549'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111149304871903549'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestfalia.blogspot.com/2005/03/imperador-ferdinando-ii-assina-paz-da.html' title='Imperador Ferdinando II assina a Paz da Vestfália'/><author><name>Francine Rossone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12120751566035182057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11064158.post-111109293141752025</id><published>2005-03-17T16:52:00.000-04:00</published><updated>2005-03-22T08:07:24.226-04:00</updated><title type='text'>Soberania- Vestfália ou processo histórico?</title><content type='html'>Comparação:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Watson &amp; Krasner&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;   Segundo Watson, a guerra dos 30 anos foi uma guerra sobre religião entre Estados europeus que teve várias conseqüências para o mundo moderno. Ele defende que o Tratado de Vestfália foi um marco para formação dos estados soberanos. A partir dele, foram definidas fronteiras e controle absoluto sob esses territórios, inclusive a liberdade de escolha de uma religião por parte do Estado. Watson também foca seu texto na França e descreve como Richelieu quis combinar a concentração da força militar com juizo e autoridade de que o rei deveria ter o poder. O objetivo era instituir uma monarquia sem que houvessem representantes da nobreza na corte Real. Lutava por Estado protestante e isso implicaria no extermínio dos huguenotes.&lt;br /&gt;   Na opinião do Krasner, não foi a partir do tratado de Vestfália que os estados teriam controle sob seus territórios. Ele diz que antes do tratado já existia soberania em algumas províncias como em Palatinate e Brandenburg que se aliaram com a República Holandesa e surgiu para que os países fossem se manter em ordem. O texto se foca no Império de Habsburgo.  Império esse que vinha conquistando vários territórios e chegou perto de dominar toda a Europa mantendo-a sob seu poderio militar e pressão da religião católica.&lt;br /&gt;   Resumindo, Krasner pensa que soberania foi um processo e Watson que esta foi estabelecida e definida pelo Tratado de Vestfália.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por Daniel Stalbalk&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11064158-111109293141752025?l=vestfalia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestfalia.blogspot.com/feeds/111109293141752025/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11064158&amp;postID=111109293141752025' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111109293141752025'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111109293141752025'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestfalia.blogspot.com/2005/03/soberania-vestflia-ou-processo.html' title='Soberania- Vestfália ou processo histórico?'/><author><name>Francine Rossone</name><uri>http://www.blogger.com/profile/12120751566035182057</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11064158.post-111089475152446886</id><published>2005-03-15T09:52:00.000-04:00</published><updated>2005-03-15T09:52:31.523-04:00</updated><title type='text'>Comparação entre o textos "Como a guerra fez os Estados e vice e versa", de Charles Tilly e "o Estado Absolutista no Ocidente" de Perry Anderson</title><content type='html'>        Tanto Charles Tilly, em seu texto “Como a guerra fez os Estados e vice e versa” do livro “Coerção, Capital e Estados Europeus”, quanto Perry Anderson, em “O Estado Absolutista no Ocidente” extraído de “Linhagens do Estado Absolutista”, discorrem sobre o mesmo tema central: como se desencadeou o processo de centralização do poder na unidade homogênea de um Estado a partir das relações emaranhadas e assimétricas de poder existentes no Sistema Feudal. Os autores, entretanto, ao pretenderem justificar o processo, utilizam-se de embasamentos de teóricos diferentes – Weber, no caso de Tilly e Marx, no caso de Anderson.&lt;br /&gt;        Para Tilly, o Estado Absolutista concretiza-se a partir do momento em que ele conquista a prerrogativa da guerra legítima. Isso se dá quando, utilizando-se de meios coercitivos, o Estado consegue criar um contraste entre a violência da esfera estatal e a relativa não-violência da vida civil fora do Estado. Tilly apresenta a guerra como o grande motor do Estado Moderno; por efeito dela, surgiu todo um maquinário burocrático – tribunais, sistemas de tributação, administrações regionais,entre outros – que tinham o intuito de prover as condições ideais para a consecução da guerra. Como fim maior do Estado, a guerra passou a ser a razão por trás de todas as suas ações, o motivo para a arrecadação de tributos, para a criação da diplomacia, para a busca de monopólios comerciais além-mar; enfim, a guerra era o princípio e o fim do Estado Absolutista.&lt;br /&gt;        Já Anderson, embuído numa visão materialista, acredita que o absolutismo era apenas um aparelho de dominação feudal recolocado e reforçado já que a classe dominante permanecera a mesma: a aristocracia feudal. Portanto, a coerção estatal tinha por finalidade manter o modelo de exploração feudal e, desta forma, a própria nobreza submeteu-se à força do Estado centralizado, garantindo, assim, a sua condição privilegiada no estrato social. À guerra é atribuído o papel de maximização de riquezas e, ao contrário do que expõe Tilly, o processo de burocratização do Estado é apenas uma ferramenta de reforçamento da dominação da classe feudal tradicional. O mercantilismo é apontado como uma teoria abraçada pelo Estado Absolutista, por seu belicismo intrínseco, provisão de fundos para o Estado e, principalmente, por não interferir na ordem social elementar do Antigo Regime. Entretanto, Anderson atesta que isso propiciou uma mudança silenciosa dentro da estrutura de permanência; ao passo que a política permanecia feudal, a sociedade tornava-se cada vez mais burguesa.&lt;br /&gt;        Por fim, seja pela visão de Tilly ou Anderson, o Estado Nacional hoje é uma realidade que dentro de sua lógica particular conseguiu suprimir outras formas de organização políticas – cidades-estados, impérios, federações urbanas – e tornar-se o modelo hegemônico no Sistema Intertnacional.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11064158-111089475152446886?l=vestfalia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestfalia.blogspot.com/feeds/111089475152446886/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11064158&amp;postID=111089475152446886' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111089475152446886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111089475152446886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestfalia.blogspot.com/2005/03/comparao-entre-o-textos-como-guerra.html' title='Comparação entre o textos &quot;Como a guerra fez os Estados e vice e versa&quot;, de Charles Tilly e &quot;o Estado Absolutista no Ocidente&quot; de Perry Anderson'/><author><name>Laís Tamanini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15414129036445333974</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11064158.post-111055860143991975</id><published>2005-03-10T22:15:00.000-04:00</published><updated>2005-03-11T12:30:01.440-04:00</updated><title type='text'>Comentário critico: "Ascensão e queda das grandes potências", Cap.I. Paul Kennedy.</title><content type='html'>O autor expõe diversas culturas e seus avanços tecnológicos e comerciais em contraposição à situação vivida pela Europa Ocidental no mesmo período. Ao explicar cada uma das maiores culturas existentes na época, fica evidente no texto que apesar de politicamente centralizados e avançados econômica e tecnologicamente, esses impérios não conseguiram sustentar suas fronteiras e nem o controle interno. Ao contrário, a Europa sobressaiu-se mesmo com sua política fragmentada e, quando sua ascensão já era evidente, a maior parte dos outros grandes impérios não apresentavam maiores obstáculos à sua hegemonia.&lt;br /&gt;Por Ana Clara Zanetti&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11064158-111055860143991975?l=vestfalia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestfalia.blogspot.com/feeds/111055860143991975/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11064158&amp;postID=111055860143991975' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111055860143991975'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111055860143991975'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestfalia.blogspot.com/2005/03/comentrio-critico-ascenso-e-queda-das.html' title='Comentário critico: &quot;Ascensão e queda das grandes potências&quot;, Cap.I. Paul Kennedy.'/><author><name>Ana Clara Zanetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09859668052315043799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11064158.post-111033139577066810</id><published>2005-03-08T22:20:00.000-04:00</published><updated>2005-03-08T21:23:15.773-04:00</updated><title type='text'>Resumo conceitual: "After Victory", de John Ikenberry</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;No texto o autor analisa a conjuntura que envolve os momentos de reconstrução da ordem mundial, os quais geralmente ocorrem posteriormente aos grandes conflitos da humanidade. Primeiramente, o texto destaca o papel desempenhado pelos Estados vitoriosos, que desfrutam da posição de detentores do poder e, em certa menida, atuam como importantes construtores da nova ordem do sistema internacional. Estes Estados têm três opções de ação: &lt;strong&gt;&lt;em&gt;dominar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;abandonar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; as disputas do pós-guerra ou &lt;strong&gt;&lt;em&gt;transformar&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; a ordem mundial agindo através de alianças com outros Estados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Historicamente, os Estados que emergem vitoriosos dos cenários de guerra recorreram em grande parte à última opção e, dentro dela, seu modo de ação mostra significativa evolução. Num estágio mais atual o estabelecimento de instituições intergovernamentais reorganiza grandes disparidades de poder entre os Estados, funciona como arma de controle político dos países líderes sobre os outros e mantém uma relativa estabilidade na ordem estabelecida presentemente, já que esta ganha característivas constitucionais. Como exemplificação, pode-se destacar a ascensão dominante dos EUA após 1945 e seus grandes esforços no sentido da institucionalização da ordem mundial pós Segunda Guerra. Foi nesse contexto que se deram as criações da ONU, da OTAN, de tratados de segurança com o Japão e de outras alianças na Ásia − acordos e instituições que, inevitavelmente, também impuseram algumas limitações à hegemonia norte-americana.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;De fato, o período de chamada Guerra Fria, a despeito da instabilidade política, foi bastante duradouro, e seu fim, apesar de haver proporcionado unipolaridade de poder − concentrado nas mãos dos EUA − não significou o enfraquecimento das relações entre as nações desenvolvidas já que estas se encontram reunidas em torno dos órgãos intergovernamentais. É possível afirmar, portanto, que as instituições desempenharam papéis fundamentais na formação da ordem do sistema internacional em diversos momentos da História e, certamente, são ferramentas indispensáveis dos mais poderosos países do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por Fernanda Pernasetti&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11064158-111033139577066810?l=vestfalia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestfalia.blogspot.com/feeds/111033139577066810/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11064158&amp;postID=111033139577066810' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111033139577066810'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/111033139577066810'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestfalia.blogspot.com/2005/03/resumo-conceitual-after-victory-de.html' title='Resumo conceitual: &quot;After Victory&quot;, de John Ikenberry'/><author><name>Ana Clara Zanetti</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09859668052315043799</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-11064158.post-110939658901579670</id><published>2005-02-26T01:43:00.000-04:00</published><updated>2005-03-04T20:59:35.506-04:00</updated><title type='text'>Ratificação do tratado de Münster</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/img/226/3773/640/munster.jpg"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: #000000 1px solid; BORDER-TOP: #000000 1px solid; MARGIN: 2px; BORDER-LEFT: #000000 1px solid; BORDER-BOTTOM: #000000 1px solid" src="http://photos1.blogger.com/img/226/3773/320/munster.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;(Gerrd Terborch, 1648) &lt;a href="http://www.hello.com/" target="ext"&gt;&lt;img style="BORDER-RIGHT: 0px; PADDING-RIGHT: 0px; BORDER-TOP: 0px; PADDING-LEFT: 0px; BACKGROUND: none transparent scroll repeat 0% 0%; PADDING-BOTTOM: 0px; BORDER-LEFT: 0px; PADDING-TOP: 0px; BORDER-BOTTOM: 0px" alt="Posted by Hello" src="http://photos1.blogger.com/pbh.gif" align="absMiddle" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/11064158-110939658901579670?l=vestfalia.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://vestfalia.blogspot.com/feeds/110939658901579670/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=11064158&amp;postID=110939658901579670' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/110939658901579670'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/11064158/posts/default/110939658901579670'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://vestfalia.blogspot.com/2005/02/ratificao-do-tratado-de-mnster.html' title='Ratificação do tratado de Münster'/><author><name>Dominique</name><uri>http://www.blogger.com/profile/18067597834368032699</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
